quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Férias, Fim de Ano e mais um Recomeço !

Aaaah, consegui voltar!
E quando eu digo voltar, quero dizer que eu pretendo voltar a postar com a mesma frequência de antes - umas três vezes por semana.
Não tenho muitas esperanças sobre a leitura desse post em especial, porque conheço a blogosfera e sei que vou ter que caminhar muito até recuperar as visitas que eu tinha anteriormente, mas eu sou persistente e a esperança é a última que morre :)
Vou visitar blogs e voltar a comentar. Aliás, eu tenho uma vaga esperança de que meu blog sobreviva por todo 2010, já que eu estou parando de estudar de tarde (fim da escravidão, aleluia!) e retorno aos meus estudos de manhã, que me rendiam muito mais tempo por aqui.
Peço desculpas pelos seguidores com expectativas ou pelos blogs que prometi ajudar. Mas como eu já disse, espero conseguir retomar minha vida de bloggeira ativa do melhor modo possível !
Ah, já tenho uns projetos aqui na minha cabeça que incluem mais textos narrativos, além das minhas velhas descrições e opiniões sobre tudo o que nos cerca. Quero textos sobre personagens imaginários e sob pseudônimos.
Já tenho uns textos prontos no meu caderno, que posso acabar publicando ainda hojee ou amanhã. Porque, afinal de contas, a vontade de escrever não sumiu com o blog. Ela existe há muito tempo, e pretendo voltar a compartilhá-la com vocês.
Bom, é isso. Aos poucos e do meu jeitão pretendo conseguir fazer com que o No Rose Without a Torn volte a tocar as pessoas como fazia antes da minha sumida.
E é isso.
Beijos e até uma próxima {e breve!} postagem :)
Beijos,

Marih Menezes;

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Eu larguei esse blog completamente.

E não me surpreendo que ninguem mais apareça aqui, já que nem eu apareço. Mas não desisti totalmente desse projeto.
Me organizarei e prometo voltar algum dia.
Mas por enquanto, deixo aqui essa desculpa tosca e atrasada, certa de que um dia o No Rose Without a Torn voltará a ser um blog visitado e contemplado. E que eu consiga ler o texto de todos.
Saudades desse mundinho virtual (♥)

sábado, 12 de setembro de 2009


Ela olhou pela janela com um anseio cresente. Tudo e nada preenchiam sua mente, fazendo um revezamento torturante. Ela tentava se concentrar, tentava absorver as palavras, mas elas insistiam em ficar somente martelando no seu cérebro. Ela sabia que não podia fazer mais nada.

Ele estava em estado grave há oito dias. Obviamente de nada adiantava ficar enfiada naquele hospital que cheirava a doença, a tragédia. Mas ela precisava somente e simplesmente de uma confirmação. Uma notícia ruim poderia ser pior, mas a incerteza parecia ainda mais cruel. Se torturar por não saber o futuro é deprimente. Tira o sono, a fome, a beleza da vida.

Ela encarou mais uma vez o céu nublado. Uma chuva começou a cair num ritmo exageradamente lento. Uma chuva fina e sem graça. Um trovão estourou em algum lugar, e isso fez com que ela estremecesse.

Por que essas tragédias não podem ficar só nos jornais e nos noticiários? Por que bem o seu melhor amigo tinha que levar um tiro de algum lugar e de alguém?

Algum. Alguém. Nem a certeza do que acontecera existia. Como punir um "alguém" sem identidade? Como averiguar, investigar, sem nem mesmo a certeza de que aquela bala atravessou um local específico?

Ela mordeu a própria boca como se isso amenizasse seu estado de espírito. Ela precisava só de três palavras: ele ficará bem.

A chuva estava piorando. Grossa, pesada.

E o futuro? Haverá alguma seqüela? Ele - e esse pensamento fez com que as lágrimas começassem a despertar - vai morrer assim, de um modo tão repentino?

Ela percebeu que as vozes agudas que a cercavam se calaram subitamente. Quando olhou para a frente, viu que na verdade todos se concentravam na diretora, que acabara de entrar.

Seu coração acelerou-se de modo irracional. Era uma notícia e tinha que ser dele.

O professor com a voz alterada perguntou:

- O Fábio...?

A diretora balançou a cabeça lentamente para cima e para baixo, com uma expressão cuidadosamente calma. Tão calma que parecia uma máscara para não deixar transparecer algo importante.

Uma lágrima rolou do rosto pálido da diretora. Sozinha, sem soluços ou outras lágrimas. Uma única lágrima, sincera e extremamente significativa.

E mais num sussuro do que numa fala, as palavras esperadas saíram.

- Ele não resistiu.

A mascára caiu.

Laura se chocou. Sua respiração parou, seu coração batia descompassado.

Ela não pensou duas vezes. Enquanto as lágrimas desciam desesperadas e os soluços irrompiam no silêncio que a classe fazia, ela reconheceu alguns rostos contraídos.

Mas ela sabia que fora muito mais atingida do que os outros.

Ela jogou seu material dentro da mochila. O hospital ficava a uma boa distância, mas naquela confusão ela teve uma certeza insana de que alcançaria a distância sem dificuldade. Passou pela porta correndo. Tentaram segurá-la, mas nada conseguiria impedir aquela determinação.

Sem pensar muito, quando ela finalmente conseguiu sair da escola correu.

A chuva caia pesada, embaçava sua visão. Mas a raiva movia-a com uma eficiência sobrenatural. Enquanto sentia que estava ficando encharcada, só podia continuar em seu luto.

O barulho de seu sapato era irritante. Parecia querer mostrar que ela era capaz de correr mais rápido.

Depois de um tempo indefinido, que Laura não conseguia medir, ela enxergou o hospital. E exatamente naquele momento, como ela pensava, estava saindo um embrulho do tamanho de um Fábio e parentes dele.

Sem pensar ela aumentou o ritmo. Iria alcançar.

E a poucos passos da ambulância, ela caiu. Perceberam sua presença, e alguns paramédicos ajudaram-a. Estranharam as lágrimas e a expressão conformada, controlada. Só ouviram o pedido de despedida.

Abriram o pacote. O corpo inerte de Fábio estava lá. Ela sorriu.

- Lembra, Fábio, de quando a gente conversava até altas horas da noite? Dos nossos passeios? Dos nossos sonhos e perguntas sem resposta?

Ela engoliu em seco.

- Fábio, eu sei que você não merecia esse mundo. Sei que você estará num lugar melhor.

Mais lágrimas caíram, mas o sorriso permaneceu.

- Você foi meu anjo. Obrigada pela felicidade que você me deu. E obrigada, principalmente - e agora alguns soluços reapareceram - pela gentileza sincera que eu sempre enxerguei em seus olhos.

Ela beijou a face sem vida de seu amigo. E com uma calma - ou choque - dominante, ela virou as costas e recomeçou sua caminhada de volta para casa.

E no meio do caminho, com amargura, ela percebeu que aquela chuva tinha um estranho gosto de morte, decepção e despedidas.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Estou devendo uma explicação .-.


Gente, eu sei que desapareci de tudo. Do meu blog, do dos seguidores e os que eu sigo.

Mas eu JURO que estou sem o mínimo tempo.

Vou sá dar uma atualizada no "porque": eu me dou bem em todas as matérias do colégio, desde redação a matemática {e confesso que também tenho uma quedinha por números, física e química}. E o meu colégio, que participa de todas as olimpíadas possíveis, está me escravizando. Já fui pra Olimpíada de Informática e Geografia, e agora já estou assistindo aulas extra para Olimpíadas de Física e Matemática.

Tá, não seria tão ruim se fosse só isso.

Mas eles me tiram de uma aula, tipo Ciências, e me levam pra outra sala pra assistir a aula especial de Olimpíada. Aí eu tenho que bolar umas duas/três aulas. E vocês acham que eu tenho colher de chá para pegar a matéria com mais prazo?

NÃO.

Me passam um bloco gigante de exercícios para resolver até o dia seguinte (que foram dados na aula que eu matei mais as lições de casa), e ai de mim se isso não for feito. E o argumento "eu estava treinando para a Olimpíada" não funciona. Agora, por exemplo, tenho para fazer 11 páginas de português, um trabalho, um relatório e umas páginas de matemática.

Eu sei que tem gente muito mais ocupada que consegue manter o blog sempre atualizado. Mas juro que está difícil.

Tentei escrever textos até no meio da aula, mas não dá. Eu preciso de calma, e é isso que está faltando.

Mas prometo tentar atualizar isso aqui no fim de semana.

Saiba que morro de saudades das piadas do Bertonie, das reflexões da Lina, dos poemas da Bruna Bianconi, dos textos lindos da Erica Ferro e da Mariane Ferrari, das Histórias da Mari e da Bia e de muitos outros. Ler os textos de todos vocês, inclusive os que eu não falei, é ótimo. Enriquece meu dia.

Tenho mais 10 minutos para fuçar blogs. Vou passar em alguns. Boa sorte pra mim.

E saibam que considero vocês, que conseguem conciliar blog com vida escolar ou trabalho, heróis.

Eu estou me achando um lixo.

Cada vez que tento produzir um texto e vejo que não consigo terminar sinto mais inveja de vocês.

E mais falta disso aqui.

O blog está parado. Não aumentaram os seguidores. E isso para mim é frustrante.

O blog pra mim é um sonho. Poder publicar meus textos sem intervenção de ninguém. E eu estou deixando esse sonho largado aos grilos.

Mas positividade é tudo, queridos :D

Sinto que quando essa maré de escravização passar, eu conseguirei atualizar isso aqui.

Beijos e obrigada pelos seguidores fiéis que vocês são :**

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Meme/Desafio: Meras Palavras sobre o que já era Eminente

A Bia, amicíssima minha {assim mesmo, no superlativo}, me mandou um desafio. Eu devo escrever uma carta terminando um relacionamento imaginário, e depois repassar o desafio para mais cinco pessoas. Primeiramente deixarei aqui a carta, e após indicarei os cinco blogs.


MERAS PALAVRAS SOBRE O QUE JÁ ERA EMINENTE

Como você pode imaginar, esse papel contém algo que você despreza - palavras. Palavras que, segundo penso, serão mais transparentes e eficientes do que uma conversa, já que a cada dia se torna mais insuportável enxergar em teus olhos somente faíscas de ódio.
Ah, farei só mais um esclarecimento sobre a mensagem que esta carta traz - aqui não há nenhuma novidade. Tudo já foi dito nas entrelinhas, entre brigas fúteis e gestos exagerados.

Quando nos conhecemos, obviamente reconheci alguns defeitos seus.

Eu sempre acreditei [e ainda acredito] que pessoas podem mudar. Só que no seu caso, eu esqueci de um detalhe: só muda radicalmente aquele que tem força de vontade. E você deixou bem claro que nunca pretendeu mudar.

Fez questão de repetir os mesmos erros.

Você foi teimoso até o último segundo. Lutou para arranjar discussões, por qualquer mísera divergência. Não quis ouvir minha opinião, e mais de uma vez bateu o telefone, ou mesmo saiu andando sem ao menos olhar para trás.

Você me envergonhou com seus ataques de ciúmes.
Considero o ciúmes normal em qualquer relação. O problema é que ameaças e gritos nunca foram prova de amor.

Você foi grosseiro com meus amigos. Foi rude e não fez um mínimo esforço para conhecê-los melhor. Só conseguiu apontar defeitos e fazer piadinhas maldosas. Se trancou dentro de si, e conseguiu afastá-los de mim. E não ache que você impôs algum respeito. Se eles se afastaram foi para diminuir o meu constrangimento.

Mas se você quer mesmo saber, seu maior erro foi ter menosprezado e brincado com algo que eu tanto valorizo.

As palavras.

Você abusou delas. Fez promessas e juramentos, e conseguiu quebrá-los. Um a um, palavra por palavra.

Você mentiu. Deu desculpas e mais desculpas, que convenhamos, nunca se encaixavam na realidade.

Você ignorou as minhas palavras.

Contrariou-as e não quis saber de justificativas. Só quis confirmar sua cisma inútil (e completamente idiota) de que você está sempre certo.

Você gritou com todas as suas forças enquanto um diálogo sussurrado colocaria um fim nos nossos problemas.

Você não poupou energia para ferir-me em pontos fracos. Distorceu meus atos e falou de meus erros até enraivecer-me.

Você desperdiçou suas palavras. E enquanto não levava as minhas em consideração, as suas ofensas deixaram cicatrizes por mim.

E antes que a ferida reabra, a raiva volte e as lágrimas venham carregadas de ódio, eu declaro o fim.

Não há mais chances de que isso dê certo.

Espero que você siga seu caminho. O meu eu já comecei a seguir.

Saiba que usei essa carta evitarmos mais desentendimentos e mais palavras atiradas cegamente.

Quero que, quando nos encontrarmos futuramente, prevaleçam os bons momentos. Que lembremos da época em que os olhares demonstravam doçura, e não de um fim degradante e trágico.

Eu te amei. Você me amou. Mas só isso não foi suficiente.

Com as palavras esgotadas, só me resta dizer adeus.

E boa sorte no seu novo rumo.

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Gente, eu tenho algumas declarações a fazer.

Primeiramente, é com pesar que informo que a minha disposição na blogosfera será muito diminuída. Não poderei mais passar em todos os blogs, com tanta frequência. Tem muita gente comentando, seguindo e atualizando seus blogs.
O blog pra mim é um refúgio, uma válvula de escape. Não quero que comece a se tornar torturante pela obrigação de conseguir comentar todos os blogs que quero.
As aulas transformaram minha rotina. Uso o tempo livre para ir construindo uma postagem, aos poucos. Só agora consigo publicar essa. Então não criem expectativas sobre a minha presença. Farei o máximo que conseguir, mas nem o máximo será suficiente para passar em TODOS os blogs.
E depois, gente, estou maravilhada com o sucesso que estou tendo!
Quer dizer, o blog era só um lugar para eu publicar meus textos e receber uns comentários. Mas só essa postagem já tem 18! Sem contar os 56 seguidores, que de uma hora pra outra aumentam!
Sou gratíssima pela presença de todos vocês. Se nõ estou retribuindo como gostariam, me perdoem.
Antes, quando eu comentava direto em blogs grandes e só me respondiam de vez em nunca, eu ficava com certa raiva. Achava que era egoísmo. Mas quando se tem tantas tarefas, é enlouquecedor! Daqui a pouco vou começar a sortear os blogs a serem visitados :S
Mas obrigada pela presença de vocês, pela consideração que presencio. E sendo esse seu 1º ou 56º comentário, já estou feliz.
Beijos e boa semana pra vocês ! :*